sexta-feira, 1 de março de 2013

FICHAMENTO: O QUE É FILOSOFIA?



ARANHA, Maria Lúcia de A. e MARTINS, Maria Helena Pires.  “O que é Filosofia?” In: Filosofando. São Paulo: Moderna, 2a ed. 1993. (p. 71-78).


P. 71-72 Parag. 3-7 Introdução: “[...] Sócrates interpelava os transeuntes e dizia-se ignorante, fazia perguntas aos que julgava entender de um determinado assunto. Coloca o interlocutor em tal situação que não havia saída senão reconhecer sua própria ignorância [...]”.

“[...] afinal, acusado de corromper a mocidade [...] Sócrates foi condenado a morte [...] Na prisão o mestre discutia com os discípulos questões sobre a imortalidade da alma [...]”

“[...] (matamos) a filosofia quando a tornamos pensamento dogmático e discurso do poder ou ainda, quando cinicamente reabilitamos Sócrates morto, já que então se tornou inofensivo.”

P. 72 Parag. 8-11 A Atitude Filosófica: “Etimologicamente (Fhilos-sophia) =  amor à sabedoria [...] É bom observar que a própria etimologia não é puro logos, pura razão: ela é a procura amorosa da verdade”

“[...] A admiração é a condição de onde deriva a capacidade de problematizar [...] isto significa que a filosofia é sobretudo uma atitude, um pensar permanente  [...]”

“[...] a própria filosofia inicia na caminhada a partir dos problemas da existência, mas precisa se afastar deles para melhor compreendê-los, retornando depois a fim de dar subsídios para as mudanças.”

P. 72-73 Parag. 12-13 A Filosofia e a ciência: “No começo, a ciência estava ligada à filosofia, sendo o filósofo o sábio que refletia sobre os setores da indagação humana [...]”

Parag. 1-10 “A partir do século XVII, a revolução metodológica iniciada por Galileu promove a autonomia da ciência e o seu desligamento da filosofia [...] Com a fragmentação do saber [...] além do aperfeiçoamento do método científico, fundado sobretudo na experimentação e matematização.”

“[...] Se a ciência tende cada vez mais para a especialização, a filosofia, no sentido inverso, quer superar a fragmentação do real, para que o homem seja resgatado na sua integridade e não sucumba à alienação do saber parcelado [...]”

“A filosofia ainda se distingue da ciência pelo modo como aborda o seu objetivo: em todos os setores do conhecimento e da ação [...]”

P. 73 Parag. 11 O processo de filosofar: “ [...] Na medida que somos seres racionais e sensíveis, estamos sempre dando sentido as coisas. Ao “filosofar” espontâneo do homem comum, costumamos chamar de filosofia de vida [...]”

P. 74 Parag. 6-13 A filosofia propriamente dita: “ [...] A filosofia propriamente dita tem condições de surgir no momento em que pensar é posto em causa, tornando-se objeto de reflexão [...]”

“Refletir é retomar o próprio pensamento, pensar o já pensado, voltar para si mesmo e colocar em questão o que já se conhece [...]”

“[...] A reflexão filosófica é radical (no sentido figurado: fundamento, base), rigorosa (leva as conclusões até as últimas bases) e de conjunto (a filosofia é globalizante) [...]”

P. 75 Parag. 4-13 Qual é a “utilidade” da filosofia?: “ [...] está no fato de que, por meio da reflexão, a filosofia permite ao homem ter mais de uma dimensão, além da dada pelo agir imediato no qual o “homem prático” se encontra mergulhado [...]”

“Filosofar sempre se confronta com o poder, e sua investigação não fica alheia a ética e a política [...]”

“[...] a filosofia é crítica da ideologia, enquanto forma ilusória de conhecimento que visa a manutenção de privilégios [...]”

P. 76 Parag. 3-5 Filosofia: nem dogmatismo, nem ceticismo: “ [...] ceticismo é uma posição filosófica que conclui pela impossibilidade do conhecimento [...] recusa a formular qualquer conclusão [...]”

“[...] dogmatismo, segundo o qual o filósofo se considera de posse de certezas e de verdades absolutas e indubitáveis [...].”

“A filosofia é movimento, pois o mundo é movimento. A certeza é a negação são dois momentos (tese e antítese), que são superados pela síntese, que por sua vez será uma nova tese, e assim por diante [...]”

P. 77 A filosofia do mundo: “A filosofia tem utilidade? Por força da tradição, a filosofia é polidamente respeitada, mas, no fundo, objeto de desprezo. É deixada de lado por inúmeros motivos, mas cabe deixar de lado as questões fundamentais da vida? Bastará ter opiniões e contentar-se com elas? Um instinto vital, ignorado de si mesmo, odeia a filosofia. É melhor não pensar filosoficamente par anão mudar meu estado de espírito, para não alterar minha vida. E surge quem deseja substituir a obsoleta filosofia por algo de novo e totalmente diverso [...] Contudo, a filosofia se vê denunciada como instrumento servil de poderes políticos e outros [...] Muitos políticos veem facilitado seu nefasto trabalho pela ausência da filosofia [...] Massas e funcionários são fáceis de manipular quando não pensam e somente usam uma inteligência de rebanho. A filosofia vê-se rodeada de inimigos, a maioria das quais nem tem consciência dessa condição.
O problema crucial é o seguinte: a filosofia aspira à verdade, que o mundo não quer. No mundo, a verdade está em conflito perpétuo. A filosofia leva esse conflito ao extremo, porém o despe de violência. Eis porque a filosofia não se transforma em credo. Está em contínua pugna consigo mesma. (Karl Jaspers, Introdução ao pensamento filosófico, p. 138).”

P. 78 Ciência e missão de Sócrates: “Indo ao oráculo, perguntei-os se existia alguém mais sábio do que eu. O oráculo, por sua vez, negou que tal existisse. Mesmo sabendo que era impossível o oráculo mentir, titubeei em aceitar sua afirmação, e decidi fazer umas investigações. Fui atrás de quem eu achava que fosse sábio, mas tirando em provas não encontrei ninguém mais sábio do que eu, apenas achei inimizades daqueles que achavam ser sábios e de quem andava com eles.
            Mesmo com isso não parei, mesmo tornando-se odiado. Porque parecia importante dar a máxima importância ao serviço de deus. Teria que averiguar todos que passavam por senhores de algum saber.
            Além disso, os moços que espontaneamente me acompanham – e são os que dispõe de mais tempo, os das famílias ricas, sentem prazer em ouvir o exame dos homens, chegam a imitar-me muitas vezes, interrogando os outros, suponho que acharam uma multidão de pessoas que supõe saber alguma coisa, mais sabem pouco, talvez nada. Contudo, os que eles examinam voltam-se contra mim e não contra si mesmo e dizem que existe um tal Sócrates, um grande miserável, que corrompe a mocidade.  (Platão, Defesa de Sócrates. Col. Os Pensadores, São Paulo, Abril Cultural, 1972, p. 14).”


Leandro Moreira da Luz é economista e aluno do Curso de Direito da Faculdade Integrado de Campo Mourão - PARANÁ – período 1/2013.
           

           


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

FICHAMENTO: História da Riqueza do Homem - Léo Huberman



HUBERMAN, Léo.  História da riqueza do homem. Rio de Janeiro: Guanabara, s/d, 21a ed. 1986. (p. 01-94).



“Sacerdotes, guerreiros e trabalhadores [...] o Trabalho na idade média; o sistema agrícola; o servo e o senhor; a situação da nobreza, da realeza e do clero [...] a sociedade feudal consistia dessas três classes _ sacerdotes, guerreiros e trabalhadores, sendo que o homem que produzia trabalhava pelas três partes [...]” (p. 01)

“[...] era trabalho na terra, cultivando o grão ou guardando o rebanho para utilizar a lã no vestuário [...] uma característica curiosa do sistema feudal é que as terras não eram contínuas, mas dispersas em faixas [...]” (p. 3)

“O camponês vivia numa choça do tipo mais miserável [...] dois ou três dias por semana tinha que trabalhar na terra do senhor, sem pagamento [...] a preferência para todo serviço era dada ao senhor feudal.” (p.5)

“[...] chamava-se servo a maioria dos arrendatários [...] em latim servus=escravo, mas eles não eram escravos no sentido que empregamos a palavra [...]” (p.6)

“[...] havia os vilões que ao que parece eram servos com maiores privilégios pessoais e econômicos [...] gozavam de maiores privilégios e menores deveres para com o senhor [...]” (p. 7)

“[...] os príncipes e nobres que mantinham terras em troca de serviço militar concediam-nas por sua vez, a outros nas mesmas condições [...] as herdeiras mulheres tinham que obter o consentimento do senhor para se casar [...]” (p. 11)
           
“A igreja foi a maior proprietária de terra do sistema feudal [...] bispos e abades se situaram na estrutura feudal da mesma forma que os condes e duques [...]” (p. 13)

“O clero e a nobreza constituíam as classes governantes [...] O sistema Feudal, em última análise, repousava sobre uma organização que em troca de proteção, frequentemente ilusória, deixava as classes trabalhadoras à mercê das classes parasitárias, e concedia a terra a quem a cultivava, mas ao incapazes de dela se apoderarem [...]”

“Entra em cena o comerciante [...] o investimento da riqueza na idade média; o intercâmbio de mercadorias; as cruzadas e o comércio; mercados e feiras [...] a igreja tinha seus cofres cheios de prata e outro [...] mas era um capital estático [...] o dinheiro da igreja não podia ser usado para multiplicar sua riqueza [...] o mesmo acontecia com a fortuna dos nobres [...] não podiam investir em negócios porque estes eram poucos [...]” (p.16)

“[...] praticamente toda a alimentação e vestuário que o povo precisava eram obtidos no feudo [...] sem dúvida, havia um certo intercâmbio de mercadorias. Alguém podia não ter lã suficiente para fazer seu casado [...]“ (p. 17)

“ [...] o dinheiro era escasso e as moedas variavam de lugar para lugar [...] pesos e medidas [...] de região para região [...] as cruzadas deram novo ímpeto ao comércio.” (p. 18)

“Primeiro havia a igreja, animada, sem dúvida, por um motivo religioso honesto [...] segundo, a oportunidade de estender seu império [...] terceiro, nobres e cavaleiros desejavam os saques,  era uma oportunidade de adquirir terras e fortunas.” (p.19)

“[...] as feiras periódicas na Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha e Itália constituíam um passo em prol do comércio estável e permanente [...] os mercados eram pequenos, negociando produtos locais, em sua maioria agrícolas. As feiras, ao contrário, eram imensas e negociavam mercadorias por atacado, que vinham de toda parte do mundo conhecido.” (p.22)

“Rumo a cidade”  (p. 26)

“O comércio e as cidades; surgem as corporações; choques entre a cidade e o senhor feudal; cresce a influência dos mercadores [...] a população em geral desejava a liberdade dos negócios, impostos mais justos e leis mais adequadas. O aparecimento das cidades proporcionava liberdade e chances a mais.” (p. 26)

“[...] as populações das cidades em luta, dirigidas pelas associações de mercadores organizados, não eram revolucionários no sentido da palavra que hoje empregamos [...]” (p. 31)

“[...] essa isenção dos impostos concedida pelo rei da França [...] era apenas um dos privilégios pelos quais os mercadores se batiam [...]” (p. 33)

“Claro está que, [...] a fim de conquistar esse monopólio do comércio nas diversas cidades, a associação dos mercadores deviam ser influentes junto às autoridades [...]” (p. 34)

“[...] mantinham seus membros numa linha de conduta determinada por uma série de regulamentos que todos tinham que cumprir [...]” (p. 34)

“Os direitos que os mercadores e cidades conquistaram refletem a importância crescente do comércio como fonte de riqueza. E a posição dos mercadores na cidade reflete a importância crescente da riqueza em capital, em contraste com a riqueza em terras.” (p. 35)

“Surgem novas ideias” (p. 36)

“Usura e juro na idade média; a posição da igreja; os velhos conceitos prejudicam as transações.”

“[...] No princípio da idade média o empréstimo de dinheiro a juros era proibido por uma potência cuja palavra constituía lei para toda cristandade [...] essa potência era a igreja. Emprestar a juros, dizia ela, era usura, e usura era pecado [...].”

“[...] um empréstimo, certamente não tinha por objetivo o enriquecimento, mas precisava se precisava dele para viver [...]” (p. 37)

“É fácil ver que a doutrina do pecado da usura iria limitar os processos de novo grupo de comerciantes que desejava negociar numa Europa em expansão comercial [...] Tornou-se na verdade um obstáculo quando o dinheiro começou a ter um papel cada vez mais importante na vida econômica.” (p. 40)

“[...] foi a doutrina que cedeu. Não de uma só vez [...] a usura é um pecado, mas sob certas circunstâncias [...] em casos especiais.”

“Assim, aos poucos foi desaparecendo a doutrina da usura da igreja e a prática comercial diária passou a predominar.” (p. 41)

“O camponês rompe amarras” (p. 42)

“Modifica-se a situação do camponês, que começa a ser dono da terra; Novo regime de trabalho; as revoltas camponesas.”

“[...] o crescimento do comércio, a introdução de uma economia monetária proporciona meios para romper os laços que prendiam o “camponês” tão fortemente [...] quando surgem as cidades [...] surge, portanto a divisão do trabalho entre a cidade e o campo [...]”

“O pobre e o camponês são oprimidos pela avareza e rapina dos poderosos e arrastados para tribunais injustos. Esse grave pecado força muitos a venderem seu patrimônio e emigrarem para terras distantes.” (p. 43)

“[...] para os pioneiros do século XII, como para os do século XIII a luta foi longa e árdua, mas a vitória significou a liberdade e a possibilidade de ser, total ou parcialmente, o dono de um pedaço de terra [...]”

“[...] o mercado crescera tanto que qualquer colheita superior às necessidades do camponês e do senhor podia ser vendida. Em troca o camponês recebia dinheiro [...]” (p. 45)

“[...] era de se esperar que a igreja liderasse um movimento de libertação dos servos, mas ao contrário, o principal adversário da emancipação tanto na cidade quanto no campo não foi a nobreza, mas sim a igreja [...]”

“Os camponeses não se limitam a fazer queixas enérgicas. Por vezes, invadiam a propriedade da igreja, lançavam pedras na janela, derrubavam portas e espancavam padres [...]”

“A liberdade estava no ar e alguma coisa detinha os camponeses em sua ânsia de conquista-la. Quando ela não lhes era concedida de boa vontade, tentavam toma-la à força [...]” (p. 48)

“A peste negra foi um grande fator para a liberdade [...] matou mais gente na Europa, no século XIV, do que a primeira guerra mundial.”

“Com a morte de tanta gente era evidente que maior valor seria atribuído aos serviços dos que continuavam vivos [...]” (p. 49)

“[...] o preço do trabalho alugado aumentou 50% em relação ao que fora antes da peste negra [...] a igreja era contra.”

“O fato de que a terra fosse assim comprada [...] como qualquer mercadoria, determinou o fim do antigo mundo feudal [...]” (p. 52)

“E nenhum estrangeiro trabalhará [...]” (p. 53)

“Modifica-se, também, a indústria; surge o artesanato profissional; o regime das corporações; o preço justo; o burguês começa a substituir o senhor feudal.”
“Também a indústria se modificara. Anteriormente, era realizada na casa do próprio camponês [...] o propósito da produção era apenas satisfazer as necessidades da casa [...] o mercado tinha que crescer, antes que os artesãos, como tal, pudessem existir em suas profissões isoladas [...]”

“[...] Dedicavam-se a abastecer um mercado pequeno, mais crescente.” (p. 54)

“[...] se fosse bom trabalhador e tornasse conhecido entre os moradores da cidade, ele poderia aumentar a produção e contratar um ou mais ajudantes [...] estes podiam ser de dois tipos: ajudantes ou jornaleiros [...]”.

“Concluído este, quando o aprendiz era aprovado no exame e tinha recursos, podia abrir sua própria oficina. Se não tivesse podia tornar-se jornaleiro e trabalhar para o mesmo mestre ou outro recebendo salário [...]”

“Esses artesãos seguiram os exemplos dados pelos comerciantes e formaram corporações próprias [...]” (p. 55)

“[...] todos os que ocupavam um determinado trabalho _ aprendiz, jornaleiro, mestres _ pertenciam à mesma corporação [...] e tinham seu próprio estatuto [...].”

“[...] Para maior proteção desse público, algumas corporações marcavam seus produtos com o “justo preço” (p. 59)

“[...] o comércio não tinha objetivo de lucros, mas sim de beneficiar tanto o comprador quanto o vendedor [...]”

“Os cidadãos revoltados levavam os gananciosos à frende do alcaide [...]” (p. 60)

“O valor de uma coisa não deve ser medido por sua validade intrínseca [...] é necessário levar em conta as necessidades do homem e avaliar as coisas em suas relações com essa necessidade [...]” Segundo Jean Buridan (filosofo e religioso francês) (p. 62)

“O sistema de corporações tivera duas características fundamentais: a igualdade entre os senhores e a facilidade com que os trabalhadores podiam virar mestres. Em geral isso ocorreu até os séculos XIII e XIV, período áureo dessas instituições. Depois disso ocorreram modificações inevitáveis.” (p. 63)

“[...] No século XV em Dordrecht, e em toda parte das cidades da Holanda o governo municipal tornou-se uma pura aristocracia de dinheiro e uma oligarquia de família [...]” (p. 64)

“[...] o ciclo que até então era aprendiz-jornaleiro-mestre passou a ser apenas aprendiz-jornaleiro. Passar de empregado a patrão tornava-se cada vez mais difícil [...]”

“Como era natural, a disputa sobre salários mais altos foi particularmente intensa no período imediatamente posterior à peste negra [...] e tal como se baixaram leis nas aldeias para mantê-los à níveis anteriores à peste [...]” (p. 66)

“Essas leis não tiveram êxito [...]” (p. 67)

“Ai vem o rei [...]” (p. 69)

“Universalismo e nacionalismo: desponta o sentimento nacional; a burguesia sustenta o rei; decadência das grandes corporações; a igreja e a reforma.”

“[...] as universidades eram instituições verdadeiramente interncionais”

“A religião também era universal. Quem considerava-se cristão nascia no catolicismo”

“Os homens começaram a considerar-se não como cidadãos de Madri ou de Paris, ou de Kent, mas como da Espanha, França ou Inglaterra. Passaram a dever fidelidade não a sua cidade ou ao senhor feudal, mas ao rei, que é o monarca de toda uma nação.” (p. 70)

“[...] foram muitas as razões: políticas, religiosas, sociais, econômicas [...]”

“Na idade média, a autoridade do rei existia teoricamente, mas de fato era fraca. Os grandes barões feudais eram praticamente independentes [...] seu poderio tinha que ser controlado e realmente foi [...]” (p. 71)

“[...] o rei fora um aliado forte das cidades na luta contra os senhores. Tudo o que reduzisse a força dos barões fortalecia o poder real.”

“[...] os soldados feudais não tinham preparo nem organização regular que lhes permitisse atuar em conjunto com harmonia [...]” (p. 72)

“Foi inspirado ao exército francês entusiasmo e confiança e uma crença no sentimento de serem todos franceses [...] o papa Bonifácio VIII escrevia em 1296: “que o lacato seja amargamente hostil ao clero é uma questão de tradição antiga, plenamente confirmada pela experiência dos tempos modernos [...] existia, portanto, um poder supernacional [...]” A igreja (p. 77)

“[...] em Wittenberg, em 1517. Houve então a pregação de suas 95 teses à porta da igreja por Martinho Lutero.” (p. 80)

“Os primeiros reformadores religiosos, ao contrário de Lutero, Calvino e Knox, cometeram o erro de tentar reformar mas do que a religião [...]”

“Lutero estimulava os nobres a aniquilá-los com estas palavras: “Aquele que mata um rebelde [...] faz o que é certo [...] Portanto, todos os que puderem devem punir, estrangular ou apunhalar, secreta ou publicamente [...]” (p. 81)
“Uma das razões de Lutero, do êxito, foi não cometer o engano de tentar derrubar os privilegiados” E que também apelavam para o espírito nacionalista que crescia.

“A reforma protestante, constituiu a primeira batalha (guerra) decisiva da classe média contra o feudalismo.” (p. 83)

“O homem rico” (p. 84)

“A desvalorização da moeda pelos reis; acumulação de outro e prata; as grandes viagens e descobertas; a revolução comercial, os grandes banqueiros.”

“[...] dizer que a moeda vale menos e dizer simplesmente que ela compra menos coisas. Em outras palavras, os preços sobem.” (p. 85)

“Tudo os que os reis viam, porém, era o lucro imediato que lhes advinha da desvalorização da moeda [...] Nicolas Oresme, bispo de Lisieux em 1377 [...] fonte de lucro temporário para o rei _ de certa forma era um roubo para o povo”

“Os reis não só tentaram por todos os meios reter outro e prata existentes no país, mas também aumentar sua quantidade [...]” (p. 87)

“Nessa época, quando outro e prata era tão necessários à expansão do comércio, essa mesma expansão levou a descoberta de grandes jazidas de metais que, por sua vez, conduziram a uma expansão ainda maior do comércio [...]” (p. 88)

“[...] em 1497, Vasco da Gama [...] circunvagou o continente africano e em 1498 ancorou no porto na Ìndia [...] na primeira viagem de Vasco à Ìndia os lucros atingiram 6.000% [...]” (p. 89)

“Modificou-se, então, a direção das correntes do comércio. Se anteriormente a posição geográfica de Veneza lhe proporcionava vantagens sobre os países situados mais a oeste, agora eram esses países da costa atlântica que contavam com as vantagens [...]”

“Por boas razões é este período da história chamado Revolução Comercial [...] agora a expansão do comércio internacional se aplicava a uma área mais extensa, abrangendo 4 continentes [...] tudo apresentava um caráter de contaminação e estímulo comercial, de descobertas, exploração e expansão.” (p. 90)

“[...] os ricos mercadores e financistas da época constituíam o poder atrás do trono [...] foi um pequeno banqueiro alemão, Jacob Fugger, quem decidiu a questão de que a quem caberia usar a coroa do Sagrado Império Romano: Carlos V da Espanha ou Francisco I da França [...]” (p. 93)

“Pouca coisa de importância se passou no séc. XVI sem que a sombra dos Fugger se projetasse [...] embora os Fugger constituíssem a casa bancária mais importante da época, havia outras quase tão grandes. A Welser, alemã [...] A Hochstetter, A Haug e a Imhof [...]” (p. 94)

“Antuérpia era de tão grande importância comercial, tornou-se também o centro financeiro principal [...]”


Leandro Moreira da Luz é economista e aluno do Curso de Direito da Faculdade Integrado de Campo Mourão - PARANÁ – período 1/2013.