domingo, 19 de abril de 2015

Formação Geral: Globalização

Econômica e cultural. A globalização representa a expansão do sistema capitalista e da cultura ocidental por todo o planeta, por todo o globo, a nível mundial. É como se disséssemos que o mundo ficou menor e quase igual em todas as partes: São Paulo, Nova York, Londres, Moscou, Pequim, etc.


O SISTEMA CAPITALISTA, com suas relações de produção e de comércio, é dominante em toda economia mundial. Ele se tornou globalizado. Hoje, os países socialistas do antigo bloco da União Soviética, com a Rússia à frente, já ingressaram na economia de mercado, capitalista. Isto é, desde o fim do socialismo europeu nos anos finais do século passado. Até a China, no Oriente, que ainda tem um partido comunista no poder, pratica com o mundo as mesmas relações capitalistas de produção e comércio. Enfim, no Ocidente e no Oriente é o sistema capitalista que dá o sentido globalizado à
economia.


A REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA nos meios de comunicação, nos transportes e na informática fez com que as barreiras de espaço e tempo se tornassem quase insignificantes para os negócios, para o lazer e para as relações sociais em geral. Tudo é mais rápido, mais seguro e cada vez há menos centralização. No mundo de economia globalizada, o telefone celular por satélite, a internet banda larga e o avião a jato aproximam homens e mercadorias de forma surpreendente.


AS DESIGUALDADES econômicas inerentes ao sistema capitalista, por outro lado, são também flagrantes ou nítidas no processo de globalização. O sistema cria riquezas, mas não consegue acabar com a pobreza, a miséria. O crescimento do consumo em todo o mundo de produtos, aparelhos e engenhocas eletrônicas da revolução tecnológica convive lado a lado, frente a frente, vis-à-vis com bolsões de misérias, com milhões de pessoas em risco de insegurança alimentar. Esta é uma das contradições da globalização: gente e países ricos, emergentes e pobres no mesmo bolo. 


A CULTURA OCIDENTAL também se expande por quase todo o mundo num processo de globalização que vai do centro para a periferia. Há, no entanto, formas de resistência nos países islâmicos, mais por causa de fé religiosa. No geral, os valores ocidentais fundamentados no consumo desenfreado interferem na cultura de massa, nas artes, na música, na moda e no comportamento de homens e mulheres dos países ocidentais ou orientais. São situações parecidas vividas por homens e mulheres em diferentes partes do mundo, vestindo o mesmo tipo de terno, o mesmo corte de vestido, ouvindo as mesmas músicas, vendo filmes iguais, com celulares ao ouvido ou compartilhando o mesmo site de relacionamento na internet.


A VIDA social, cultural e econômica de países ricos, emergentes e pobres é afetada pela globalização. Isto é fato. Os países tornam-se mais internacionalizados quanto maior for a globalização. Isto é óbvio. Há intercâmbios, consumo dos mesmos produtos tecnológicos e descentralização da produção em grande escala, a partir das multinacionais. É como se o mundo caminhasse para se tornar uma “aldeia global”, diminuísse as distâncias e nos tornasse mais conhecidos uns dos outros. 


ESTE TEMA traçou em linhas gerais algumas características da globalização. Esta é uma realidade do sistema capitalista atual. O que atinge um país pode afetar vários países, continentes ou o mundo. Os problemas podem ter magnitudes inimagináveis até bem pouco tempo atrás. Veja a grande crise de 2008-2009, a maior do capitalismo desde a grande crise de 1929.


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