Todos os tipos
de violência: física, psicológica ou moral, sexual, em casa e/ou nas ruas, doméstica,
no trânsito, cultural, policial, política e urbana. A violência na sociedade contemporânea
é um tema permanente ou constante na agenda, no cotidiano de todo mundo, do
mais simples cidadão ou cidadã ao político engravatado. Quando não somos nós
mesmos vítimas, não a esquecemos, pois está em todas as mídias.
NA DEFINIÇÃO
clássica o conceito de violência pressupõe o uso de alguma intervenção física
de um indivíduo sobre um outro indivíduo ou sobre um grupo, por um lado; ou de
um grupo sobre um indivíduo ou sobre um outro grupo, por outro lado. Quer
dizer: o uso de força, intervenção física, fraca, moderada ou forte entre
indivíduos e grupos relacionados, em que um é o agente agressor e o outro a
vítima.
A VIOLÊNCIA
ocorre quando a intervenção ou o uso da força é voluntária ou intencional.
Quando há desejo ou vontade, por parte do agressor, seja indivíduo ou grupo, de
ofender, coagir ou destruir alguém, uma pessoa ou um grupo de pessoas. A vítima
ou as vítimas da violência, por outro lado, não desejam ou não tem vontade de sofrer
intervenção física, o uso de força ou agressão contra si própria. Ou seja, a violência,
nesses casos, é contra a vontade do indivíduo ou do grupo. É por isso, exatamente,
que há a violência.
ESCAPAM da
definição clássica de violência algumas situações muito peculiares. Por exemplo,
quando agressor e vítima são a mesma pessoa, como no suicídio (Não se pode imputar
como agressão por agente externo). Ou quando a vítima é o paciente e o agressor
é o médico cirurgião, que retalha e corta o corpo (O torturador, que faz a mesma
coisa, pratica, nesse caso, ato violento). E ainda quando há consentimento
entre agressor e vítima, como no caso de uma relação sexual sadomasoquista
(Trata-se aí de um prazer
psicopatológico). Nestes casos o conceito de violência deve ser relativizado.
TIPOLOGIAS, ou
diversos tipos de violência que acontecem no dia a dia podem ser identificados em particular: a) a violência
urbana do crime, do trânsito e do abuso de autoridade policial; b) a violência
sexual contra mulheres, homossexuais, adolescentes e crianças, nos casos de
agressão física, estupros, morte, mutilação e atentados ao pudor, perpetrados por agressores domésticos,
estranhos, pedófilos e pervertidos em geral; c) a violência psicológica ou
moral, contra pessoas humildes, ou empregadas, como no assédio moral, através
de atos que coagem e humilham a pessoa ou o grupo; d) a violência cultural
contra etnias e grupos minoritários na sociedade, seja discriminando, seja
excluindo. Estas tipologias, com certeza, não esgotam os casos de violência conhecidas,
o que não é surpreendente, haja vista mais e novas denúncias que surgem constantemente.
ESTE TEMA
enfocou a violência a partir da definição clássica e geral que relaciona agressor
e vítima em condições de uso de força ou intervenção física voluntária. De casos
excepcionais em que há violência necessária (médico cirurgião e paciente), em
si mesma (suicídio) e consentimento (sadomasoquismo). Por fim, citamos casos particulares
de violência mais comuns no dia a dia ou cotidiano das pessoas.

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