segunda-feira, 13 de abril de 2015

Formação Geral: Terrorismo

No sentido político, o terrorismo é o ato ou a ação de quem recorre sistematicamente à violência para se impor, provocando o medo, o pânico, o temor ou simplesmente o terror. Dissemos “no sentido político” porque toda ação ou ato terrorista é, em última instância, uma ação ou ato político. O terrorismo pode ser do próprio Estado ou de um grupo de oposição às condições vigentes ou dominantes, ao status quo, visando à destruição ou destituição de quem está no poder. Em si o terrorismo é antidemocrático.

NA HISTÓRIA do terrorismo o marco principal foi a ditadura estabelecida por Robespierre e Saint-Just nos anos 1793-1794, durante a revolução francesa. Este período ficou conhecido como Regime do Terror, que fez largo uso da guilhotina para cortar cabeças que, supostamente, eram contrárias à revolução. O próprio rei, capturado quando tentava fugir, teve sua cabeça cortada. A guilhotina foi um instrumento por meio do qual Robespierre recorreu à larga para manter vigentes os ideais da revolução. Paradoxalmente ele mesmo, conhecido como “o incorruptível”, também foi guilhotinado.


O TERRORISMO DE ESTADO é comum nas ditaduras, seja de direita, seja de esquerda. O princípio é o mesmo do uso da guilhotina, contanto que destrua, acabe, liquide com os adversários políticos de quem está no poder. Só para citar, exemplificando esta ideia: o nazismo de Adolf Hitler na Alemanha, o fascismo de Benito Mussolini na Itália e os comunismos de Josef Stálin na antiga União Soviética e de Mao Tse Tung na China, impuseram políticas de terrorismo contra quem não se  enquadrava no ideário ou ideologia do regime. Contam-se aos milhões as vítimas desses regimes, por tortura ou assassinatos em massa.


NO BRASIL, a ditadura militar que tomou o poder em 1964, num golpe de Estado contra um governo democraticamente eleito, também usou e abusou de práticas terroristas para liquidar a oposição política e armada que se levantou contra ela. A dimensão deste terrorismo foi pequena, é verdade, mas não deixou de torturar e matar quem ousou enfrentá-la. Curiosamente, para os militares e seus cúmplices no poder os terroristas eram os outros, os que pegaram em armas e fizeram oposição sistemática.

A OPOSIÇÃO à ditadura militar no Brasil, é claro, também fez uso de atos terroristas, no sentido político, para tentar tomar o poder. Por exemplo, sequestros de diplomatas estrangeiros e assaltos que redundaram em mortes estão na conta da oposição. Alguns hoje estão no poder, o que confirma a tese do movimento da história: Dilma Rousseff, presidente da República; José Dirceu, ex-ministro e com direitos políticos cassados recentemente; Fernando Gabeira e Alfredo Sirkys, parlamentares, que participaram de sequestros.


HOJE, na atualidade, o terrorismo é internacional. A motivação não é só política, mas também religiosa. Também é cada vez menos usado o atentado seletivo contra um só  alvo. São usados carros e caminhões bomba que mutilam e matam indiscriminadamente, como no Iraque e no Afeganistão. Até mesmo um outro território é atacado, como por exemplo, o perpetrado pela Al-Qaeda em Noa York, destruindo duas torres gêmeas, no famoso 11 de setembro.



ESTE TEMA deixa claro que o terrorismo está associado às ditaduras, aos governos de exceção e não democráticos. Que pode ser um terrorismo de Estado quando o governo no poder recorre sistematicamente à violência, por tortura ou assassinatos para liquidar os opositores. E de grupos que se opõe ao poder estabelecido, ao status quo, justa ou injustamente, também através de atos de força e violência. E que, por fim, o terrorismo da atualidade ataca indiscriminadamente alvos em qualquer parte, por bombas e agentes  químicos de grande poder de destruição.


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