No sentido
político, o terrorismo é o ato ou a ação de quem recorre sistematicamente à violência
para se impor, provocando o medo, o pânico, o temor ou simplesmente o terror.
Dissemos “no sentido político” porque toda ação ou ato terrorista é, em última instância,
uma ação ou ato político. O terrorismo pode ser do próprio Estado ou de um grupo
de oposição às condições vigentes ou dominantes, ao status quo, visando
à destruição ou destituição de quem está no poder. Em si o terrorismo é
antidemocrático.
NA HISTÓRIA do
terrorismo o marco principal foi a ditadura estabelecida por Robespierre e
Saint-Just nos anos 1793-1794, durante a revolução francesa. Este período ficou
conhecido como Regime do Terror, que fez largo uso da guilhotina para cortar
cabeças que, supostamente, eram contrárias à revolução. O próprio rei,
capturado quando tentava fugir, teve sua cabeça cortada. A guilhotina foi um
instrumento por meio do qual Robespierre recorreu à larga para manter vigentes
os ideais da revolução. Paradoxalmente ele mesmo, conhecido como “o
incorruptível”, também foi guilhotinado.
O TERRORISMO DE
ESTADO é comum nas ditaduras, seja de direita, seja de esquerda. O princípio é
o mesmo do uso da guilhotina, contanto que destrua, acabe, liquide com os
adversários políticos de quem está no poder. Só para citar, exemplificando esta ideia: o nazismo de Adolf Hitler na Alemanha, o fascismo de Benito Mussolini na
Itália e os comunismos de Josef Stálin na antiga União Soviética e de Mao Tse
Tung na China, impuseram políticas de terrorismo contra quem não se enquadrava no ideário ou ideologia do regime.
Contam-se aos milhões as vítimas desses regimes, por
tortura ou assassinatos em massa.
NO BRASIL, a
ditadura militar que tomou o poder em 1964, num golpe de Estado contra um
governo democraticamente eleito, também usou e abusou de práticas terroristas para
liquidar a oposição política e armada que se levantou contra ela. A dimensão
deste terrorismo foi pequena, é verdade, mas não deixou de torturar e matar quem
ousou enfrentá-la. Curiosamente, para os militares e seus cúmplices no poder os
terroristas eram os outros, os que pegaram em armas e fizeram oposição
sistemática.
A OPOSIÇÃO à
ditadura militar no Brasil, é claro, também fez uso de atos terroristas, no
sentido político, para tentar tomar o poder. Por exemplo, sequestros de
diplomatas estrangeiros e assaltos que redundaram em mortes estão na conta da
oposição. Alguns hoje estão no poder, o que confirma a tese do movimento da
história: Dilma Rousseff, presidente da
República; José Dirceu, ex-ministro e com direitos políticos cassados
recentemente; Fernando Gabeira e Alfredo Sirkys,
parlamentares, que participaram de sequestros.
HOJE, na
atualidade, o terrorismo é internacional. A motivação não é só política, mas também
religiosa. Também é cada vez menos usado o atentado seletivo contra um só alvo. São usados carros e caminhões bomba que
mutilam e matam indiscriminadamente, como no Iraque e no Afeganistão. Até mesmo
um outro território é atacado, como por exemplo, o perpetrado pela Al-Qaeda em
Noa York, destruindo duas torres gêmeas, no famoso 11 de setembro.
ESTE TEMA deixa
claro que o terrorismo está associado às ditaduras, aos governos de exceção e
não democráticos. Que pode ser um terrorismo de Estado quando o governo no poder
recorre sistematicamente à violência, por tortura ou assassinatos para liquidar
os opositores. E de grupos que se opõe ao poder estabelecido, ao status quo,
justa ou injustamente, também através de atos de força e violência. E que, por
fim, o terrorismo da atualidade ataca indiscriminadamente alvos em qualquer
parte, por bombas e agentes químicos de
grande poder de destruição.

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